19 de janeiro de 2013

Huidobro e Arp: poetas excepcionais


Conheci o poeta chileno Vicente Huidobro (1893-1948) quando estava a ler o livro "Convergências, ensaios sobre literatura e arte" do mexicano Octavio Paz. Me encantei de imediato quando li trechos de 'Altazor', foi uma 'degustação' prazerosa. Em 24 horas do dia, qualquer espaço para mim eu leio, escrevo, traduzo e assim prossigo na caminhada das letras. Não é de se espantar esta bela edição. transe poético é o meu ver, logo que li, reli e reli novamente.  Logo que o li, em alguns trechos. Estava a procurar algum livro deste poeta que me deixou noites inquietas, e nada de acha-lo.
O poeta e tradutor Claudio Willer publicou em seu blog: (http://claudiowiller.wordpress.com/2013/01/06/arp-e-huidobro-parceria-luminosa/) nota dizendo que saiu em edições numeradas e tiragem limitadas do livro III Novelas exemplares & 20 poemas intransigentes, da Sol Negro Edições, Natal-Rn. Tradução e nota preliminar de Floriano Martins.  Vicente Huidobro e Hans Arp(1886-1966) alemão que se naturalizou francês. Dois amigos em férias que se aventuram nas letras divididos em três temas. Um livro delicioso de ler. O amigo Claudio Willer aguçou minha vontade ( já existente) em ler Huidobro.

Um encontro de magia e espírito libertário, livre, leve e solta.  gostoso de ler, justamente por esta liberdade em que ambos os escritores Huidobro e Arp se soltam nas paginas em branco. Prosas e poemas reunidos por Floriano Martins mostram o corpo do poema no momento da sua criação, diria eu.

Federico Garcia Lorca bebeu na fonte de Huidobro e outros. Um poeta de vanguarda que depois de degusta-lo considero ele um de meus poetas prediletos como Murilo Mendes e Jorge Luis Borges.

Leitores, leiam! Degustem!

Falo com ousadia que tal livro é para leitores e ouvintes de qualidade, não estou aqui para interpretar, publico alguns trechos de poemas de ambos:

VICENTE HUIDOBRO

Me afasto em silêncio
como uma fita de seda
caminhante de rios
todos os dias me afogo
em meio a plantações de preces
as catedrais de minhas ternuras
cantam á noite sob a água
e esses cantos formam a ilha do mar


HANS ARP

O ar é uma raiz
as pedras estão cheias de ternura. bravo.
as pedras estão cheias de ar
as pedras são ramos lacrimejantes
sobre as pedras substituindo a boca
cresce o esqueleto de uma folha. bravo.
uma voz de pedra face a face e pé ante pé
como um olhar de pedra
as pedras são atormentadas como carne
as pedras são nuvens para sua segunda
natureza dança para elas em seu terceiro nariz




Adquiram o livro, antes que acabe!





Um comentário:

ACADEMIA MACHADENSE DE LETRAS disse...

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